obra completa

Sigmund Freud

1856 — 1939 · A fundação da psicanálise reunida na Edição Standard Brasileira (Imago), em 24 volumes.

Freud não apenas inventou um método clínico — fundou uma forma de escutar o sujeito humano que continua a transformar a clínica contemporânea. Sua obra atravessa quarenta anos de investigação rigorosa: do estudo das histerias e dos sonhos, à elaboração da metapsicologia, à reflexão sobre a civilização e seus mal-estares.

Esta página reúne os 24 volumes da Edição Standard Brasileira das Obras Psicológicas Completas, organizada cronologicamente. Uma referência para quem deseja compreender a profundidade da escuta psicanalítica.

  1. Vol. I 1886 — 1899

    Publicações Pré-Psicanalíticas e Esboços Inéditos

    O período neurológico de Freud, antes da invenção da psicanálise. Estudos sobre afasia, paralisias cerebrais e os primeiros esboços do que viria a ser um método clínico inteiramente novo.

  2. Vol. II 1893 — 1895

    Estudos sobre a Histeria

    Com Josef Breuer. O caso Anna O., a "cura pela fala" e o nascimento da escuta clínica. Aqui se inscreve a virada que dará origem à psicanálise — a ideia de que o sintoma fala.

  3. Vol. III 1893 — 1899

    Primeiras Publicações Psicanalíticas

    Os artigos que estruturam a clínica nascente: as neuropsicoses de defesa, a etiologia da histeria, a sedução, e as cartas a Wilhelm Fliess que precedem A Interpretação dos Sonhos.

  4. Vol. IV 1900

    A Interpretação dos Sonhos (Parte I)

    A obra inaugural. Freud propõe que o sonho é a realização disfarçada de um desejo inconsciente — e abre o caminho régio para o estudo do que ainda não pôde ser dito.

  5. Vol. V 1900 — 1901

    A Interpretação dos Sonhos (Parte II) e Sobre os Sonhos

    A continuação da grande obra inaugural, com o capítulo metapsicológico sobre a psicologia dos processos oníricos, e o ensaio condensado Sobre os Sonhos.

  6. Vol. VI 1901

    Psicopatologia da Vida Cotidiana

    Atos falhos, esquecimentos, lapsos, equívocos. Freud demonstra que o inconsciente irrompe na vida cotidiana — e que não existe acidente na linguagem.

  7. Vol. VII 1901 — 1905

    Um Caso de Histeria · Três Ensaios sobre a Teoria da Sexualidade

    O caso Dora — fragmento de uma análise de histeria — e os Três Ensaios, onde Freud formula a teoria da sexualidade infantil e a noção de pulsão.

  8. Vol. VIII 1905

    Os Chistes e sua Relação com o Inconsciente

    O humor como formação do inconsciente. Freud analisa a estrutura do chiste, do trocadilho, do witz — e mostra como o riso revela o que a censura tenta calar.

  9. Vol. IX 1906 — 1908

    "Gradiva" de Jensen e outros trabalhos

    O encontro entre a psicanálise e a literatura. Estudos sobre delírios e sonhos na novela de Jensen, e ensaios sobre teoria sexual e moralidade civilizada.

  10. Vol. X 1909

    Duas Histórias Clínicas — "O Pequeno Hans" e "O Homem dos Ratos"

    A análise de uma fobia em um menino de cinco anos, e a observação sobre um caso de neurose obsessiva. Dois clássicos que continuam a fundar o ensino clínico.

  11. Vol. XI 1910

    Cinco Lições de Psicanálise · Leonardo da Vinci

    As conferências de Clark, onde Freud apresenta a psicanálise ao público americano, e o ensaio sobre Leonardo — abertura da psicanálise aplicada às produções da cultura.

  12. Vol. XII 1911 — 1913

    O Caso Schreber · Artigos sobre Técnica

    A análise das memórias do magistrado paranoico Schreber, e os escritos fundamentais sobre o manejo clínico: transferência, recordar, repetir, elaborar.

  13. Vol. XIII 1913 — 1914

    Totem e Tabu

    Quatro ensaios sobre a vida psíquica dos selvagens e dos neuróticos. Freud articula psicanálise, antropologia e mito — propondo uma origem para a lei e a cultura.

  14. Vol. XIV 1914 — 1916

    A História do Movimento Psicanalítico · Sobre o Narcisismo · Artigos sobre Metapsicologia

    O ensaio inaugural da teoria do narcisismo, e os textos que organizam a metapsicologia: As Pulsões e seus Destinos, O Recalque, O Inconsciente, Luto e Melancolia.

  15. Vol. XV 1915 — 1916

    Conferências Introdutórias à Psicanálise (Partes I e II)

    O curso que Freud ministra em Viena para apresentar a psicanálise: atos falhos, sonhos e teoria geral das neuroses. A introdução clássica à clínica.

  16. Vol. XVI 1916 — 1917

    Conferências Introdutórias à Psicanálise (Parte III)

    A continuação do curso, dedicada à teoria geral das neuroses. Aqui Freud organiza, para o público amplo, o que a clínica psicanalítica havia conquistado.

  17. Vol. XVII 1917 — 1919

    Uma Neurose Infantil ("O Homem dos Lobos") · O Estranho

    O quinto grande caso clínico — a análise do paciente russo Sergei Pankejeff — e o ensaio sobre O Estranho (das Unheimliche), texto seminal sobre o familiar que se torna inquietante.

  18. Vol. XVIII 1920 — 1922

    Além do Princípio do Prazer · Psicologia das Massas e Análise do Eu

    A virada teórica que introduz a pulsão de morte e a compulsão à repetição. E o ensaio que abre o pensamento psicanalítico para o coletivo, o líder, a multidão.

  19. Vol. XIX 1923 — 1925

    O Eu e o Id

    A segunda tópica. Freud reformula sua teoria do aparelho psíquico em três instâncias — Eu, Isso e Supereu — que organizam definitivamente a metapsicologia.

  20. Vol. XX 1925 — 1926

    Um Estudo Autobiográfico · Inibições, Sintomas e Ansiedade · A Questão da Análise Leiga

    A retomada da teoria da angústia, agora articulada ao Eu, e o debate sobre quem pode ser analista. Freud defende a análise leiga — a psicanálise não é exclusiva dos médicos.

  21. Vol. XXI 1927 — 1931

    O Futuro de uma Ilusão · O Mal-Estar na Civilização · Sexualidade Feminina

    Três obras maiores sobre a relação entre o sujeito e a cultura: a crítica freudiana à religião, o mal-estar inerente à civilização, e a investigação sobre a feminilidade.

  22. Vol. XXII 1932 — 1936

    Novas Conferências Introdutórias sobre Psicanálise

    Trinta anos depois das primeiras conferências, Freud retoma e atualiza sua teoria — sonho, angústia, feminilidade, Weltanschauung. Um Freud maduro, em diálogo consigo mesmo.

  23. Vol. XXIII 1937 — 1939

    Moisés e o Monoteísmo · Esboço de Psicanálise · Análise Terminável e Interminável

    Os últimos escritos. O confronto com a tradição religiosa, a síntese final da teoria, e a reflexão lúcida sobre os limites do próprio trabalho analítico.

  24. Vol. XXIV Índices e Bibliografia

    Índices Gerais e Bibliografia

    O aparato crítico que permite navegar a obra: índices remissivos, bibliografias, notas dos editores. A bússola para quem se aventura na obra completa.

uma palavra

Por que Freud importa na escuta clínica.

A psicanálise não envelheceu como teoria porque continua a operar como prática viva. Cada paciente que chega à clínica traz, nas suas palavras, nos seus sonhos, nos seus atos falhos, o material que Freud aprendeu a escutar há mais de um século.

Ler Freud não é apenas estudar uma teoria — é exercitar uma forma de atenção. Uma escuta que respeita o tempo do sujeito, que acolhe o que ainda não foi dito, e que sustenta a singularidade de cada história.

Se você se interessou pelo trabalho psicanalítico e gostaria de experimentar essa escuta na própria pele, podemos conversar.

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