obra completa
1856 — 1939 · A fundação da psicanálise reunida na Edição Standard Brasileira (Imago), em 24 volumes.
Freud não apenas inventou um método clínico — fundou uma forma de escutar o sujeito humano que continua a transformar a clínica contemporânea. Sua obra atravessa quarenta anos de investigação rigorosa: do estudo das histerias e dos sonhos, à elaboração da metapsicologia, à reflexão sobre a civilização e seus mal-estares.
Esta página reúne os 24 volumes da Edição Standard Brasileira das Obras Psicológicas Completas, organizada cronologicamente. Uma referência para quem deseja compreender a profundidade da escuta psicanalítica.
O período neurológico de Freud, antes da invenção da psicanálise. Estudos sobre afasia, paralisias cerebrais e os primeiros esboços do que viria a ser um método clínico inteiramente novo.
Com Josef Breuer. O caso Anna O., a "cura pela fala" e o nascimento da escuta clínica. Aqui se inscreve a virada que dará origem à psicanálise — a ideia de que o sintoma fala.
Os artigos que estruturam a clínica nascente: as neuropsicoses de defesa, a etiologia da histeria, a sedução, e as cartas a Wilhelm Fliess que precedem A Interpretação dos Sonhos.
A obra inaugural. Freud propõe que o sonho é a realização disfarçada de um desejo inconsciente — e abre o caminho régio para o estudo do que ainda não pôde ser dito.
A continuação da grande obra inaugural, com o capítulo metapsicológico sobre a psicologia dos processos oníricos, e o ensaio condensado Sobre os Sonhos.
Atos falhos, esquecimentos, lapsos, equívocos. Freud demonstra que o inconsciente irrompe na vida cotidiana — e que não existe acidente na linguagem.
O caso Dora — fragmento de uma análise de histeria — e os Três Ensaios, onde Freud formula a teoria da sexualidade infantil e a noção de pulsão.
O humor como formação do inconsciente. Freud analisa a estrutura do chiste, do trocadilho, do witz — e mostra como o riso revela o que a censura tenta calar.
O encontro entre a psicanálise e a literatura. Estudos sobre delírios e sonhos na novela de Jensen, e ensaios sobre teoria sexual e moralidade civilizada.
A análise de uma fobia em um menino de cinco anos, e a observação sobre um caso de neurose obsessiva. Dois clássicos que continuam a fundar o ensino clínico.
As conferências de Clark, onde Freud apresenta a psicanálise ao público americano, e o ensaio sobre Leonardo — abertura da psicanálise aplicada às produções da cultura.
A análise das memórias do magistrado paranoico Schreber, e os escritos fundamentais sobre o manejo clínico: transferência, recordar, repetir, elaborar.
Quatro ensaios sobre a vida psíquica dos selvagens e dos neuróticos. Freud articula psicanálise, antropologia e mito — propondo uma origem para a lei e a cultura.
O ensaio inaugural da teoria do narcisismo, e os textos que organizam a metapsicologia: As Pulsões e seus Destinos, O Recalque, O Inconsciente, Luto e Melancolia.
O curso que Freud ministra em Viena para apresentar a psicanálise: atos falhos, sonhos e teoria geral das neuroses. A introdução clássica à clínica.
A continuação do curso, dedicada à teoria geral das neuroses. Aqui Freud organiza, para o público amplo, o que a clínica psicanalítica havia conquistado.
O quinto grande caso clínico — a análise do paciente russo Sergei Pankejeff — e o ensaio sobre O Estranho (das Unheimliche), texto seminal sobre o familiar que se torna inquietante.
A virada teórica que introduz a pulsão de morte e a compulsão à repetição. E o ensaio que abre o pensamento psicanalítico para o coletivo, o líder, a multidão.
A segunda tópica. Freud reformula sua teoria do aparelho psíquico em três instâncias — Eu, Isso e Supereu — que organizam definitivamente a metapsicologia.
A retomada da teoria da angústia, agora articulada ao Eu, e o debate sobre quem pode ser analista. Freud defende a análise leiga — a psicanálise não é exclusiva dos médicos.
Três obras maiores sobre a relação entre o sujeito e a cultura: a crítica freudiana à religião, o mal-estar inerente à civilização, e a investigação sobre a feminilidade.
Trinta anos depois das primeiras conferências, Freud retoma e atualiza sua teoria — sonho, angústia, feminilidade, Weltanschauung. Um Freud maduro, em diálogo consigo mesmo.
Os últimos escritos. O confronto com a tradição religiosa, a síntese final da teoria, e a reflexão lúcida sobre os limites do próprio trabalho analítico.
O aparato crítico que permite navegar a obra: índices remissivos, bibliografias, notas dos editores. A bússola para quem se aventura na obra completa.
uma palavra
A psicanálise não envelheceu como teoria porque continua a operar como prática viva. Cada paciente que chega à clínica traz, nas suas palavras, nos seus sonhos, nos seus atos falhos, o material que Freud aprendeu a escutar há mais de um século.
Ler Freud não é apenas estudar uma teoria — é exercitar uma forma de atenção. Uma escuta que respeita o tempo do sujeito, que acolhe o que ainda não foi dito, e que sustenta a singularidade de cada história.
Se você se interessou pelo trabalho psicanalítico e gostaria de experimentar essa escuta na própria pele, podemos conversar.
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